Jaú e região
A instalação do Destacamento Feminino no 27º BPM/I ocorreu há 32 anos
atrás, em dezembro de 1987, com a chegada do primeiro contingente de mulheres
policiais militares na região de Jaú.
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| Sd PM Sarah de Barra Bonita, atualmente no 10º BPM/I |
Comandado pela 3º Sargento PM Eliete Aparecida Tavares, o Destacamento
Feminino era composto ainda por 15 soldados, e rapidamente foi elevado a
pelotão feminino, porém, nunca contou com uma Tenente no comando de fato, sendo
que a Tenente Fernanda Silva Barbosa de Melo chegou a ser apresentada para
comandar o Pelotão feminino da 1ª Cia do 27º BPM/I, porém, ficou adida ao Btl
de Andradina.
O 27º BPM/I já teve mulheres em todas as graduações e postos até
capitão PM, mas o comando efetivo ocorreu apenas em nível de municípios, com o
Grupamento da cidade de Bocaina (Sargento), e pelotões (tenentes) das cidades
de Dois Córregos, Igaraçu do Tietê, Barra Bonita, e pelotões da cidade de Jaú. Nas
Companhias, comandadas por capitães, apenas tenentes comandaram interinamente.
No início do policiamento feminino em Jaú, o trânsito era a única
atividade exercida pelas policiais, mas com o passar do tempo, foram empregadas
em todas as modalidades de policiamento, sendo destaque o trabalho voluntário
de muitas policiais junto ao PROERD.
| Modalidades de policiamento |
Estado de São Paulo
Jânio Quadros, governador do Estado de São Paulo, criou o 1º Corpo de Policiamento Feminino da
América Latina em 12 de maio de 1955, na Guarda Civil de São Paulo (que se
fundiu em 1970 com a Força Pública, dando origem a atual Polícia Militar),
através do Decreto 24.548/55, sendo que Hilda Macedo tornou-se a primeira
comandante do Policiamento Feminino.
| Hilda Macedo - primeira comandante do policiamento feminino |
Paulatinamente, as mulheres passaram a exercer todas as funções de
todas as modalidades de policiamento, contudo, faziam parte do quadro feminino,
que era separado do quadro masculino como se as mulheres pertencessem a outra
instituição na hora das promoções, as quais eram limitadas ao número de vagas
do quadro, que bem menor que o número de vagas do quadro masculino. Elas
ascendiam ao oficialato apenas pelo quadro auxiliar, e não pelo quadro de
combatentes, não podendo desta forma assumir o comando de unidades.
Primeiras policiais femininas - Museu da PM
Em 1989 entram na Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB) as
primeiras alunas oficiais (cadetes), que num primeiro momento faziam parte do
quadro de policiais femininas, mas que mudaram de status em 2011 com a fusão
dos quadros, passando a fazer parte do quadro de oficiais combatentes.
Policiais trabalhando no trânsito - década de 60
Na primeira década do século 21, o vestibular para a APMBB era feito
pela FUVEST, e o curso mais concorrido de todos, desse famoso vestibular, era
justamente o de oficial feminino da Policia Militar.
Em 2006 tivemos a 1ª Coronel Secretária de Estado, Chefe da Casa
Militar e Coordenadora da Defesa Civil, a Coronel PM Fátima Dutra Ramos, e em
2017 tivemos a Coronel PM Helena dos Santos Reis ocupando a mesma secretaria.
| Deputada Federal Kátia Sastre |
Cabe destacar ainda que em 2018 uma policial feminina foi eleita para a Câmara dos Deputados, a Deputada Federal Cabo Kátia da Silva Sastre, e por pouco não foi eleita como Vice-governadora a coronel Eliane Nikoluk Scachetti.
| Coronel PM Nikoluk
Fontes:
-Blog do 27º BPM/I : https://27bpmi.blogspot.com/
-Página do Facebook do Museu da Polícia Militar: https://www.facebook.com/Museu-de-Policia-Militar-de-S%C3%A3o-Paulo-269236449846361/
-Site https://coronelnikoluk.wixsite.com/website/blog/a-bolha-de-cada-um-de-n%C3%B3s
-Twitter da Cabo PM Sastre : https://twitter.com/katiasastre |



